Brasil | Asesinan a un dirigente del Movimiento Sin Tierra

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Asesinan en Brasil a dirigente del Movimiento Sin Tierra

Énio Pasqualín fue un activo dirigente en la ocupación de terrenos ociosos para las familias de campesinos sin tierra.

El Movimiento de Trabajadores Rurales Sin Tierra (MST) de Brasil, informó este lunes el asesinato de su dirigente, Énio Pasqualin, en el municipio de Río Bonito del Iguazú, Paraná.

“Es con profunda tristeza que el MST de Paraná comunica el fallecimiento del compañero Énio Pasqualin”, comienza enunciando el mensaje de la citada organización brasileña.

La declaración denuncia además que “el militante fue ejecutado a tiros en el municipio de Río Bonito del Iguazú, donde vivía con su familia, en el Asentamiento Ireno Alves dos Santos”.

“Énio fue sacado de su casa por secuestradores en la noche de este sábado y su cuerpo fue encontrado en la mañana de este domingo en las proximidades del asentamiento, con claras evidencias de ejecución”, agrega el mensaje del MST.

Dicho comunicado puntualiza además que Énio Pasqualín fue presidente de la Central de Asociaciones del Asentamiento Ireno Alves de los Santos (Cacia, por sus siglas en portugués) y líder destacado en la lucha por la ocupación de tierras en la región de Araupel.

El Movimiento de los Trabajadores Sin Tierra concluye su denuncia exigiendo a las autoridades “el esclarecimiento de los hechos, la investigación y prisión” de las personas vinculadas en la muerte del líder agrario.

TeleSur


Líder do MST no Paraná é encontrado morto com sinais de execução

O corpo do líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) do Paraná, Ênio Pasqualin, foi encontrado na manhã deste domingo (25), nas proximidades do Assentamento Ireno Alves dos Santos, no município de Rio Bonito do Iguaçu, com sinais de execução. Pasqualin foi retirado de sua casa por sequestradores na noite do dia anterior, segundo o próprio MST.

Em nota, o movimento cobrou a investigação da execução e a prisão dos envolvidos, além de lamentar a morte de Pasqualin. “Tiraram a vida de um pai, de um marido, deixando suas duas filhas, o filho e a esposa com uma dor inexplicável.”

O Brasil de Fato entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública do Paraná para ter mais informações sobre o crime e as investigações, mas até a publicação desta notícia não houve resposta.

O coordenador nacional do MST, João Paulo Rodrigues, se posicionou nas redes sociais:

Também nas redes sociais, a ex-presidenta Dilma Rousseff afirma que Pasqualin foi assassinado “justamente por lutar pelo direito do povo à dignidade de arrancar da terra seu sustento e construir um país melhor”. A petista também cobrou respostas do governo paranaense: “As autoridades têm o dever de esclarecer a morte deste bravo guerreiro e de punir os assassinos. Minha solidariedade à família.”

A deputada federal e presidenta do PT, Gleisi Hoffmann, também se posicionou sobre o caso. Nas redes sociais, a parlamentar afirmou que há tempos “a violência no campo é realidade no Paraná».

«Com a eleição de Bolsonaro e Ratinho Jr as coisas só pioraram. As ameaças de despejo são frequentes na Justiça e contra a vida de militantes, por parte de fazendeiros. O governo do PR tem obrigação de manifestar sobre o crime, apurá-lo e garantir segurança aos militantes da Reforma Agrária”, defende Hoffman.

Nas redes sociais, o líder do PT na Câmara dos Deputados, Enio Verri, caracterizou o assassinato de Pasqualin como uma “marca dos latifundiários”. “O acintoso destemor do latifúndio é em razão da garantia, se não do estímulo, dos mandatários do Brasil e do Paraná.”

Ênio Pasqualin iniciou sua militância no movimento em 1996, já em Rio Bonito do Iguaçu, onde fez parte de uma das maiores ocupações dos sem terra: cerca de três mil famílias ocuparam o latifúndio da Giacomet Marodin, atual madeireira Araupel, no dia 17 de abril daquele ano.

Reforma Agrária

“Ênio Pasqualin sempre foi um camponês aguerrido na luta», ressalta a nota do MST. Em Rio Bonito do Iguaçu, Pasqualin fincou raízes junto com sua família e «continuou ajudando a construir a luta por Reforma Agrária», ressalta o movimento.

«Seja no âmbito da produção e na organização dos assentados quando foi Presidente da Central de Associações Comunitárias do Assentamento Ireno Alves dos Santos (Cacia) ou quando ajudou os filhos e filhas dos assentados e assentadas a se organizarem para continuar a luta pela terra na extensa área da Araupel”, afirma o MST.

Brasil De Fato


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